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sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Guia: como fazer um planejamento financeiro para comprar seu imóvel

 Confira algumas dicas e orientações de como criar uma reserva através de um planejamento financeiro e alguns investimento para a compra de um imóvel.



A decisão de comprar um imóvel é importante e não se trata de uma tarefa tão simples. Portanto, o planejamento financeiro é uma etapa essencial do processo. Afinal, organizar as finanças e, quem sabe, fazer um investimento prévio pode facilitar a compra e acelerar algumas etapas.

Sabemos que a aquisição de um imóvel significa o cumprimento de uma etapa importante da vida de uma pessoa, e por isso mesmo ela deve ser bem pensada e organizada. Desse modo, é possível evitar percalços e problemas futuros que influenciarão a vida de toda a família.

Por isso, elaboramos esse guia de como criar uma reserva financeira através de um bom planejamento e, até mesmo, de alguns investimentos que viabilizem essa mudança de vida.

Passo a passo do planejamento financeiro

Fazer um planejamento financeiro significa definir metas e estratégias para organizar as finanças pessoais e da família em prol de um objetivo. Entre eles, a compra de um imóvel, por exemplo. 

Essa etapa é primordial para quem busca investir num bem de maior valor, que requer, muitas vezes, assumir uma dívida de médio a longo prazo. Portanto, planejar ajuda a diminuir os riscos e evitar problemas futuros.

Mas, afinal, como iniciar um planejamento financeiro? É isso que mostraremos nos passos a seguir, para que você encontre neste conteúdo um guia que lhe auxiliará a chegar mais perto do seu objetivo.

1. Organize suas finanças e entenda seu perfil consumidor

De forma geral, a organização financeira começa por saber quanto você ganha e o quanto gasta. Aqui, utilizar uma planilha ou mesmo um aplicativo pode ser a saída para iniciar o primeiro passo do planejamento financeiro.

Portanto, nesta primeira fase você entenderá melhor para onde está direcionando seus recursos. Desse modo, traçar seu perfil consumidor e identificar quais pontos precisa melhorar é fundamental. Pode ser que você perceba que está gastando demais com coisas desnecessárias. Ou mesmo entenda quais gastos são, de fato, imprescindíveis para o seu bem-estar.

Contudo, é essencial possuir um olhar crítico para definir o que é ou não supérfluo nesse momento. Entender como lidar com o dinheiro é um fator preponderante, assim como a mudança de hábitos. Talvez seja preciso abrir mão de algumas coisas durante um determinado período, mas lembre-se do objetivo maior que está exigindo essa atitude: a compra do seu imóvel! 

2. Pesquise sobre o tipo de imóvel que deseja

O segundo passo para um planejamento financeiro eficiente é pesquisar o tipo de imóvel que melhor se enquadra no seu perfil ou da sua família. Nesse momento, além da pesquisa do imóvel propriamente dito, também é importante avaliar com calma as diferentes opções do mercado, assim como todas as despesas com documentação, taxas e tributos.

É claro que, com o passar do tempo, esses valores podem se alterar. No entanto, ter uma previsão de gasto ajudará a orientar sobre o quanto e por quanto tempo será necessário poupar.

3. Defina o objetivo, estabelecendo metas e prazos

Depois de organizar suas finanças, identificar os pontos que precisam de ajuste e ter uma boa base sobre o valor do imóvel que está buscando, é o momento de fazer as contas. Desse modo, você define o objetivo principal e estabelece as metas de curto, médio e longo prazo. 

Ou seja, sabendo quanto você poupar e qual o valor tem disponível, será possível definir o montante mensal necessário a ser economizado para a compra do imóvel. Lembrando que as metas de economia podem ser mensais, trimestrais, semestrais ou mesmo anuais.

Tudo depende da disponibilidade de recursos e do tempo mínimo e máximo definidos para a compra. Nesse momento, será necessário estabelecer um teto de gastos dentro do seu orçamento para que as metas sejam alcançadas sem maiores dificuldades.

4. Procure uma forma segura de investir o valor poupado

Especialistas indicam que, pelo menos 30% da renda bruta deve ser poupado para a compra de um imóvel. Apesar de ser o ideal, sabemos que nem sempre isso é possível. Mas, independente do valor, é primordial procurar uma forma segura de investir o que está sendo poupado.

A poupança, por exemplo, ainda é o tipo mais conhecido e procurado para quem quer guardar dinheiro. Contudo, sua rentabilidade cada vez mais baixa não oferece atrativos para quem deseja comprar um imóvel, especialmente num prazo menor.

De todo modo, mesmo que você ainda considere a poupança o local mais seguro para investir, vale a pena procurar no mercado outras opções mais vantajosas, com maiores rendimentos.

Pode ser interessante investir num fundo renda fixa com prazo para resgate, como é o caso dos títulos do Tesouro Direto. Ou ainda, aportar valores num CDB. Nesse caso, é indicado procurar um profissional que auxilie na escolha do melhor investimento de acordo com o objetivo.

Tipos de investimento mais rentáveis 

Com a queda dos juros da Taxa Selic, muitas pessoas passaram a olhar para os investimentos com certa dúvida, especialmente o Tesouro Direto. No entanto, ainda vale mais a pena investir nesse tipo de renda fixa do que na poupança. Até porque existem várias opções de rentabilidade e prazos de resgate que podem ser vantajosas.

Outra boa opção pode ser os fundos LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio), ambos isentos de Imposto de Renda, assim como a poupança, mas com rendimentos bem maiores. 

São investimentos bastante parecidos com o CDB (Certificado de Depósito Bancário), que é emitido pelo banco. De modo simples, é como se o investidor "emprestasse" dinheiro para a instituição financeira e recebesse em troca uma remuneração, que são os juros, durante o período em que os recursos estiverem aplicados.

Existem ainda outras opções de investimento em renda fixa, e por isso vale a pena pesquisar com atenção, pedir ajuda ao seu gerente do banco ou procurar um consultor de investimentos de sua confiança para orientar essa decisão.

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